17.10.09
13.10.09
sem palavras
a dor acentua-se que pareço desvairar. tenho vontade de estar entre estranhos, gosto de caminhar por eles. não me reconheço aos que falo coisas. mas já não tento demasiadamente falar e os estranhos não me cobram palavras.
9.10.09
cinza azulado
objetos espalhados
e um lençol bagunçado
aos outros dê sinal fechado
permaneça deitado
mas só do meu lado
para carla frô.
fuma um cigarro comigo
desbota teu tom
mas só do meu lado
desbota teu tom
mas só do meu lado
10.9.09
tipo A
somos treinados para defender nossa alma arranhada pela nossa própria ilusão. manter-se no silêncio é onde tudo se entende e você entende que as coisas não se entendem. estar no silêncio é afastar-se das coisas comuns. o bom de afastar-se é observar outras percepções. não voltei. estar onde estou é permanecer numa evolução complexa. cansei do conjunto, do excesso de vidas. todos querem ser tudo, ninguém é nada. simples seria viver na exatidão dos outros, mas não, complico e já não sirvo mais de intermédio. de simples em mim só o sangue e as roupas amassadas.
22.8.09
cemitério de azulejos
não sei dizer, na verdade não sei se tenho algo a dizer. as palavras são como miragens pra mim. quando penso em usá-las me somem da ponta dos dedos, da ponta da lingua. mas observo muita coisa. as letras organizadas nas placas, nos livros, nos papéis. no caminho que faço diariamente do trabalho a minha casa não vejo muita gente interessante. então as placas tem me guiado a atenção. são tantas proibições. os automóveis não são livres nessas ruas, eu sou. no caminho vejo o cemitério de azulejos, acho inclusive que é a melhor parte do caminho. paro perto da placa pare e observo o cemitério. cada azulejo tem um passado, um desenho, um motivo por estar ali. eu não tenho motivos nenhum pra estar ali. não tenho se quer alguma intenção. parar e reparar talvez tenha sido uma escolha, talvez uma ilusão, talvez uma forma de transportar-me. como faço com os cigarros e os outros com os carros.
20.8.09
23.7.09
caminho
encolhia os dedos bem desenhados dos pés,
percorria assim pela casa inteira
de modo a cumprir um exercício rotineiro.
eu o olhava.
percorria assim pela casa inteira
de modo a cumprir um exercício rotineiro.
eu o olhava.
17.7.09
maria café
4.7.09
ele.
ele é do tipo que não se deve entender, você finge que o entende para mantê-lo por perto. eu o observo tanto. observo cada movimento, tento achar um pouco de mim nele e do desamor. bebemos, ele mais. ele sempre ultrapassa qualquer linha do meu entender. e eu fico de expectador da sua vulnerabilidade, do seu desencontro. caminhamos, ele a frente. ele sempre enfrenta as coisas do caminho como se estivesse num jogo virtual. compramos cigarros, fomos tragar o tempo. ele sentindo qualquer coisa e eu querendo tocá-lo.e toquei logo depois do susto. tremi os joelhos, fiquei gelado, angustiado. eu não sei o que fazer com ele. ele é do tipo que pira quem o tenta entender.
25.6.09
tenho por principio
manter o teu sorriso
tento manter distancia de precipícios
e acho até que temos tido sorte
e nos mantido fortes
românticos assim...
não sei se teremos um filho,
uma casa de campo
ou só uma canção.
manter o teu sorriso
tento manter distancia de precipícios
e acho até que temos tido sorte
e nos mantido fortes
românticos assim...
não sei se teremos um filho,
uma casa de campo
ou só uma canção.
3.6.09
vício
soltando a fumaça eu vejo tua face no espaço
levanto o braço, num esforço, cansaço...
insisto no passo e acendo mais um cigarro
tento subir...
arranhando a minha garganta
um sapo, winehouse, álcool, tabaco, buceta,
você.
levanto o braço, num esforço, cansaço...
insisto no passo e acendo mais um cigarro
tento subir...
arranhando a minha garganta
um sapo, winehouse, álcool, tabaco, buceta,
você.
21.5.09
20.4.09
abril
meu coração em Abril,
abriu-se tanto que se feriu
com um graveto de folha seca
que o outono rude chacoalhou e caiu.
abriu-se tanto que se feriu
com um graveto de folha seca
que o outono rude chacoalhou e caiu.
17.3.09
11.3.09
14.2.09
borralho
tenho em mim os diabos mais maliciosos.
entraram assim fazendo bagunça
deixando tudo fora de lugar
artérias, pulmões, coração...
meus pensamentos atropelando palavras
na procura incessante de um antídoto.
e os diabos fazendo arte em mim
como se construíssem castelos de baralho.
eu, este touro acinzentado quase aniquilado
expresso-me num grito de desperdício;
o que esses diabos querem
é transformar-me num anjo desconfigurado!
entraram assim fazendo bagunça
deixando tudo fora de lugar
artérias, pulmões, coração...
meus pensamentos atropelando palavras
na procura incessante de um antídoto.
e os diabos fazendo arte em mim
como se construíssem castelos de baralho.
eu, este touro acinzentado quase aniquilado
expresso-me num grito de desperdício;
o que esses diabos querem
é transformar-me num anjo desconfigurado!
26.1.09
pretexto
tive que apoiar a minha tristeza em algum lugar
e apoie em você.
sei, não é a melhor maneira de se viver,
mas tinha que ter um pretexto pra sofrer.
é que aquilo que quero é bem maior do que espero
e até o meu cigarro já não tem tanta graça, mas não o largo.
e trago essa tristeza amarrada como um fardo.
não queira que eu explique toda dor
para quem nasceu com a síndrome do querer
é preciso achar um motivo, seja ele qual for.
e apoie em você.
sei, não é a melhor maneira de se viver,
mas tinha que ter um pretexto pra sofrer.
é que aquilo que quero é bem maior do que espero
e até o meu cigarro já não tem tanta graça, mas não o largo.
e trago essa tristeza amarrada como um fardo.
não queira que eu explique toda dor
para quem nasceu com a síndrome do querer
é preciso achar um motivo, seja ele qual for.
12.1.09
queixa
e eu disse a ela;
- eu esperava mais dele!
eu sei sou arcaico,
retrogrado,
e espero demais o simples.
ela disse;
- o simples é pros grandes,
ele é mediano.
dos humanos não se espera nada,
nem dos grandes
quanto mais dos medianos.
eu ri.
- eu esperava mais dele!
eu sei sou arcaico,
retrogrado,
e espero demais o simples.
ela disse;
- o simples é pros grandes,
ele é mediano.
dos humanos não se espera nada,
nem dos grandes
quanto mais dos medianos.
eu ri.
9.12.08
6.12.08
rosa chá
limpa meu anjo, teus olhos com pétalas brancas,
cuide desse olhar tão doce e colorido.
não deixe que homens maus destruam tuas lembranças
e nem que a dor cutuque tuas esperanças.
cuida meu anjo, das cores que te mostrei,
não deixe que o tempo às façam desbotar.
Não desiluda das rosas vermelhas,
chore lágrimas rosa chá
que o amor ainda há de chegar.
mike zanette
25 11 2007
29.10.08
triunfo
sinto dor nas costas, no peito e nas asas.
quantas letras de tom terei que escrever em meu caderno
para poder encará-las de peito aberto?
dor que vem, dor que passa...
faço e desfaço as malas
com o intuito de distrair a pressa.
espero então pela grande alegria,
aguardarei fartos aplausos
para a dor de sonhos falsos.
não sei para onde a estrada vai,
vou pelo céu com minhas asas,
mesmo que sejam inventadas.
mike
quantas letras de tom terei que escrever em meu caderno
para poder encará-las de peito aberto?
dor que vem, dor que passa...
faço e desfaço as malas
com o intuito de distrair a pressa.
espero então pela grande alegria,
aguardarei fartos aplausos
para a dor de sonhos falsos.
não sei para onde a estrada vai,
vou pelo céu com minhas asas,
mesmo que sejam inventadas.
mike
9.5.08
♣
ando em terras firmes
como se andasse em muros altos
caminho rapidamente nos centros,
mesmo não tendo pressa
eu quero amanhecer ao redor de sua pele clara
a minha tolice é essa
você faz meu coração dar saltos,
pular as sete ondas...
você me assalta por dentro,
me aciona bombas
e nem faz idéia...
09 05 2008
como se andasse em muros altos
caminho rapidamente nos centros,
mesmo não tendo pressa
eu quero amanhecer ao redor de sua pele clara
a minha tolice é essa
você faz meu coração dar saltos,
pular as sete ondas...
você me assalta por dentro,
me aciona bombas
e nem faz idéia...
09 05 2008
30.3.08
votos de sinceridades cansadas
sei, sou eu mesmo quem remedia minhas dores.
ninguém me decifra, ainda que eu vista lenços transparentes,
ninguém me vê.
e sim, sou eu mesmo quem me espanca de saudades.
a ninguém faço falta, e ainda ando só nessas vertentes.
menino triste e contente.
basta, não quero lhe agredir com a minha imensa vontade de amar.
chorar minhas vontades irrealizáveis tem me tirado o ar.
em mim não há disfarce ou malícias.
e mesmo diante desse presente doloroso que me serviu,
posso afirmar que desejei verdadeiramente.
toda minha emoção foi sincera.
30 03 2008
ninguém me decifra, ainda que eu vista lenços transparentes,
ninguém me vê.
e sim, sou eu mesmo quem me espanca de saudades.
a ninguém faço falta, e ainda ando só nessas vertentes.
menino triste e contente.
basta, não quero lhe agredir com a minha imensa vontade de amar.
chorar minhas vontades irrealizáveis tem me tirado o ar.
em mim não há disfarce ou malícias.
e mesmo diante desse presente doloroso que me serviu,
posso afirmar que desejei verdadeiramente.
toda minha emoção foi sincera.
30 03 2008
20.2.08
dedos
tenho dedos cansados e ATENTOS.
TENHO dedos carentes, vigentes,
videntes ao DESEJO do toque.
DEDOS jogando dados...
já levemente enrugados
andam bordando toalhas de sentimentos.
ah, TENHO os dedos lindos
e envolvidos pelo TEMPO.
TENHO dedos carentes, vigentes,
videntes ao DESEJO do toque.
DEDOS jogando dados...
já levemente enrugados
andam bordando toalhas de sentimentos.
ah, TENHO os dedos lindos
e envolvidos pelo TEMPO.
7.2.08
15.8.07
6.5.07
ohnartse
gosto do meu presente estranho
gosto de presentes estranhos
e tudo é estranho
tanto que já é estranho não me sentir estranho
e o estranho amor parece me estranhar
mas não estranho seu comportamento
nem tento explicar
já virou um estranho
06 05 2007
gosto de presentes estranhos
e tudo é estranho
tanto que já é estranho não me sentir estranho
e o estranho amor parece me estranhar
mas não estranho seu comportamento
nem tento explicar
já virou um estranho
06 05 2007
14.2.07
óbvio
Andou por vários mundos
E um dia encontrou o seu
Desenhou vários muros mas um dia apagaram tudo
Escreveu algumas letras buscando algum sentido
E os sentidos se escureceram
Sua arte é só sua
E quis introduzir a minha junto
Assim meio subentendido
Sua arte me alegra e entristece
Em questão de segundo
Nessa constante me sinto mudo
brota uma lagrima do profundo, Invisível
Meus olhos estão clareando
Já não me é tão interessante este túnel
Nas vistas que me perco observo
Que seus olhos não me vêem
Nem no claro quanto mais nesse escuro
Isso era visível, era visível!
(mike zanette
E um dia encontrou o seu
Desenhou vários muros mas um dia apagaram tudo
Escreveu algumas letras buscando algum sentido
E os sentidos se escureceram
Sua arte é só sua
E quis introduzir a minha junto
Assim meio subentendido
Sua arte me alegra e entristece
Em questão de segundo
Nessa constante me sinto mudo
brota uma lagrima do profundo, Invisível
Meus olhos estão clareando
Já não me é tão interessante este túnel
Nas vistas que me perco observo
Que seus olhos não me vêem
Nem no claro quanto mais nesse escuro
Isso era visível, era visível!
(mike zanette
auto retrato
Sou de Santa Catarina e sou muito confuso. Posso transformar o mundo. Tenho dificuldade em dizer não. Gente careta me esnoba, gente underground também. Tenho péssima memória. Eu Amo Música. Gosto de roupas minimalistas. Adoro fazer docinho. Odeio dobradinha. Amava o programa os normais. Faço coleções findáveis. amo meus amigos. Adoro presentear. gosto de beijos. Adoro cores. Sou lento para revidar provocações. Odeio pré-conceitos. Prefiro o outono. torro todo meu dinheiro. Sou quieto. Adoro poesia. Não dou esmolas. Amo Adriana calcanhotto. Quero muita coisa. Compro discos pela capa. Reclamo muito. Tenho pressa. pinto telas. Não guardo magoas. Adoro animais. Sou precipitado. Adoro Moby. Eu não sei dançar, mas eu danço. Eu canto. Gosto da Fernanda Young. Silvia plath me simplifica a vida. Quero organizar tudo. Gosto da primavera. gosto de luciano martins. Odeio lavar louça. Preciso estar só. Adoro Luciano Martins. Não gosto de futebol. Adoro Fernanda Porto. Tenho MSN. Não sei assoviar. Comprei um violão. sou tenso. Badi Assad é ótima. Amo gatos. Tenho alergia a lactose. Sou magro. Não sei. Gosto de Jô soares e marilia gabriela. Não sei se sou muito diferente. Sou esganado. Amo minha mãe. Detesto hipocrisia. Amo Luis Fernando Veríssimo. Tenho olhos lindos. Faço caricaturas. Sou muito ciumento. Sou ansioso. Amo All Star. Contradigo-me muito. Não tolero arrogância. O amor é ácido. Detesto verdades perfeitas. Amo cinema nacional. Eu gosto do mal e do bom gosto. Amo Almodóvar. Tomo muito remédio.Adoro música francesa. gosto de um barulhinho bom. Sou alérgico. Sou muito peludo. Adoro gente moderninha. Gente sem personalidade me esnoba. Adoro cinema europeu. Sou tímido. Amo Belô Velloso. Dizem que sou muito diferente. Eu mudo muito. Nunca fui feliz no amor. Amo chocolate. Adoro escrever. Sou possessivo. Adoro dormir. Adoro gente doida. Sou romântico. Desprezo gente pessimista. Não sei dirigir. Adoro vermelho. Hospedo banidos. Odeio indiferença. Não tenho superstição alguma. Adoro meu trabalho. Odeio cumprir horários. Gosto das idéias do Spinoza. Não sei se quero ter filhos. Odeio ressaca. Amo o inverno.Detesto ciências exatas. Acho que sou muito diferente. Detesto gente que se leva a sério. Adoro dar gargalhada. Eu tenho orkut. Amo Vanessa da Mata. Não sei viver sem Internet. Sou bastante disciplinado. quero te fotografar. Quero viajar muito. Tenho inveja dos pássaros. Amo mpb. Amo feiras. Não sou muito baladeiro. sou ocioso. Sou preguiçoso. Adoro pato fu. Adoro barzinhos. Adoro arroz e feijão. Tenho mil idéias na minha cabeça. Amo Arte. Quero envelhecer numa praia. Amo Djavan. Me apaixono pelas pessoas rapidamente. Adoro Leoni. Quero fugir. Gosto de sofrer. Calço 40. Preciso me sentir aceito nos lugares em que vou. Adoro vinho. Eu quero menos violência. Quero aprender a nadar. gosto de rock. Amo mosaicos. Adoro preto. Adoro a Bethânia. Sou vaidoso. Eu gosto de desenhar. Desenho mal. Eu durmo no carro. Sou piedoso em demasia. Amo o verão. Sou louco por flores. Amo cubismo. Tenho grandes amigos. Odeio os mensalões da vida. Odeio folclorização. Eu adoro fotografias. Amo teatro. Adoro ficar em casa. Não tenho fome pela manhã. Cometo muitas barbaridades. O mundo que sonho é melhor do que o que se vê. Não me deixe só. Quero um amor. Preciso ser muito diferente pra ser feliz. Eu mudo muito.
(mike zanette
(mike zanette
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